quarta-feira, 7 de abril de 2010

Novas formas de participação feminina na vida esportiva

Em meio a tantas tragédias causadas pelas chuvas inclementes no Rio de Janeiro, recebo duas notícias interessantes sobre a relação Mulher-Futebol, ambas notícias que conseguem distrair minha mente e me fazer esquecer por alguns segundos tantas mazelas cariocas. A notícia dita alvissareira é a de que a atriz italiana Sabrina Ferilli (à direita) , vejam só, prometeu um strip-tease público para o caso da outrora gloriosa Roma conquistar o campeonato italiano. Tal iniciativa, devemos dizer, é louvável e deveria ser seguida por atrizes do mundo todo.





Imaginemos, pois, a bela Priscila Fantin prometendo exibir a buceta raspadinha se o Mengão levar a Libertadores ou mesmo a Paris Hilton fazendo uma colonoscopia em telão de 55 polegadas se o time do Dallas Cowboys levar o SuperBowl (claro, isto depois que o time inteiro do Dallas fizer um gang-bang com Paris, com direito a bondage, fist fucking, milky shower e (es)porrada na cara). São ou não perspectivas animadoras?

Isso para não falar no tipo de promessa que faria uma Silvia Saint, uma Jasmin StClaire, uma Nina Hartley.

Estamos desde já, portanto, torcendo pela Roma, a fim de poder ver a nossa Sabrina nua em pêlo (e pentelhos).




A outra interação de mulher com futebol não me agradou muito, mas vale ser registrada: a modelo (ou seja, puta) Fernanda Passos, que "defende o Corinthians no concurso Gata do Paulista" (aspas, por favor), teria montado, no terreno da hipótese, claro, o seu "homem ideal". Diz a moça que o homem de seus sonhos teria
"as pernas do lateral Roberto Carlos, a beleza do volante Edu somada com a de Dentinho e o bumbum do atacante Ronaldo".
Não sei se eu deveria me deter na opção da modelo de selecionar a bunda do atacante Ronaldo, ou deveria analisar do ponto de vista lacaniano a sua fixação naquilo que chama de "beleza de Dentinho". Em todo caso, me parece sintomático que uma modelo escolha como a melhor bunda exatamente a do único jogador que foi flagrado com travestis em um motel de procedência no mínimo duvidosa. Ora, é de domínio público que sujeitos que saem com travecos não se satisfazem em exercer a própria homossexualidade apenas enfiando o pau em um cu cabeludo e asqueroso. Quem procura travestis quer mesmo é ser selvagemente enrabado por um sujeito de gogó escroto, e ponto final.
Se nossa Fernandinha disse assim, tão aberta e intencionalmente, que "o bumbum de Ronaldo" é o ideal, notem, isso diz muito sobre a torcida do Corinthians. A meu ver, tal torcida, normalmente composta por gentalha da pior qualidade, está mudando seu perfil. O novo perfil, pelo jeito, é de bruços.

domingo, 7 de março de 2010

Na mídia, uma verdadeira guerra contra o heterossexualismo


Comercial proibido da Devassa: como sempre, o problema é com o heterossexualismo



Como vocês já devem ter percebido, há alguns anos que me recuso a ler jornais, optando por algumas publicações on-line e pelo comentário familiar sobre o que mais se destaca. Assim eu me mantenho mais ou menos informado. Por tudo isto, é comum que volta e meia eu manifeste total desconhecimento em relação à existência de algumas colunas e colunistas. E muitas vezes tomo este conhecimento de formas bem desagradáveis. Aconteceu esta semana com uma famigerada coluna chamada "Gente boa", do prestigiado diário carioca O GLOBO. Meu netinho de 11 anos veio correndo com a dita coluna nas mãos a perguntar: "Vovô, vovô, o que são drag-queens?".

Peguei a folha antes de responder e dei de cara com uma foto que mostrava uns sete travestis (nome previsto pelo Aurélio para o que tem sido chamado de drag-queen) em volta de um pederasta não menos travestido, ainda que não usasse especificamente roupas femininas. Vamos dizer que camisas muito largas estilo bata e muito apertadas mostrando músculos (isso depois dos 30 anos) não são exatamente o modelo de vestuário do heterossexual convicto - e sim de sujeitos que frequentam lojas de design.

Antes de responder ao meu netinho, ainda procurei passar os olhos por toda a coluna. E vi uma nota - à parte da foto com os travestis - em que o dito colunista dizia que "agora a gíria gay não é só dizer 'Estou bege' quando fica surpreso, dizem também 'estou azul-avatar'". O colunista parece ter escrito isso com um sorrisinho no canto da boca como se estivesse no auge da felicidade por ajudar a espalhar gírias próprias de quem acorda ansioso por ser severamente violentado por rapazes imberbes de torso nu ou negros com jebas calcificadas de 29 centímetros.
Toda esta reflexão causada pelo meu netinho me fez comparar tal episódio com outra história que mostra estar nossa sociedade caminhando a passos largos para o controle da natalidade via pederastia: a proibição ridícula do comercial mostrando a srta Paris Hilton divulgando a cerveja Devassa.

Vejam bem: não me interessa ou não é da minha conta que o colunista da coluna Gente Boa ande com "sobrinhos" por aí ou seja frequentador de vernissages de artes plásticas. Sou amplamente a favor da liberdade sexual, desde que sem viadagens para o meu lado. Mas vejam bem: quando uma sociedade tece loas a drag-queens (perdão, travestis) e gírias de pederastas e ao mesmo tempo proíbe que uma saudável prostituta como Paris Hilton divulgue uma cerveja, acho que estamos diante de uma caça às bruxas. Neste caso, para ser mais adequado, às bruxas e aos bruxos, já que estamos falando de repressão ao heterossexualismo.

Divulgo acima o dito comercial. Reparem no quanto Paris Hilton está extremamente recatada, como se repentinamente estivesse se preparando para um convento. Se a verdadeira Paris Hilton fizesse o comercial com total liberdade, não tenham dúvidas de que a cervejaria seria obrigada a lançar garrafas de 35 centímetros de altura com bitola de 20 centímetros, a fim de preencher toda a vulva da citada modelo-e-atriz (esgarçando assim seus grandes e pequenos lábios). Não tenham dúvidas os senhores de que haveria garrafas de Devassa sendo usadas no botão de Paris (botão=cu) e algumas delas penduradas por clipes no bico dos seios. Esta seria a essência de um verdadeiro comercial protagonizado por Paris Hilton.

Mas não: o que aparece é apenas uma vagabunda de vestido preto rebolando enquanto pega uma merda de garrafa na geladeira e, ridículo dos ridículos, apenas abre com um abridor normal - a verdadeira Paris talvez abrisse a garrafa com um felatio ensandecido.

A proibição do comercial foi estabelecida pelo CONAR, o conselho de auto-regulamentação publicitário, hoje certamente dominado por chibungos, pederastas e agasalhadores de objetos cilíndricos (já velhos conhecidos das emergências dos hospitais por sempre se "acidentarem" com a bunda). Os ditos pederastas viram no comercial de Paris uma certa propagação do heterossexualismo: homens achando uma mulher gostosa pra caralho é um absurdo. É a "desvalorização" do corpo da mulher, dizem eles.

São os mesmos chibungos que, em desfiles de moda, procuram dar ao corpo das mulheres o padrão masculino: sem peitos e sem bunda (falo por mim, já que em nenhum momento da minha vida fiquei analisando bunda de macho).

Tive que explicar para meu netinho que aquela foto se referia a "homens que resolveram se vestir de mulher para brincar". Ele perguntou se eu já havia "brincado disso também". Respondi que "Não, vovô tem todas as pregas". Meu netinho, graças a Deus, não sabia o que eram pregas e procurei mantê-lo na ignorância.
Espero que o colunista da Gente Boa não me obrigue a dar tal explicação a meu netinho, com alguma nota revelando o resultado (positivo para arrombamento) de seu teste da farinha.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Inteligência em tons grená

Caros senhores: fui surpreendido esta semana, e devo dizer, com alguns anos de atraso, ao ser notificado da existência de um chamado Núcleo da Inteligência Tricolor, o chamado NIT. Trata-se de um grupo que se mantém por uma lista de email, destinada a lamentar os campeonatos perdidos, as caralhadas homéricas sofridas em certames nacionais e internacionais e as perebices cometidas em campo pelos jogadores do Fluminense Football Club. A notícia da existência de um grupo com um nome ridículo destes me assusta tanto quanto os informes de tsunamis da Costa Pacífico ou as contusões do Adriano às vésperas de jogos da Libertadores.
Devo fazer aqui uma ressalva: nada tenho contra as listas de discussão relacionadas a futebol, destarte os Off-Topics surgidos nestes debates. Tenho amigos que participam de uma lista cujo nome homenageia um famoso centroavante do Flamengo que fez dois gols contra o Vasco em um célebre jogo de 1989. Nesta lista, quando o ludopédio não é o assunto reinante, abundam bundas femininas, bucetas, peitos e, principalmente, cus femininos. Reconheçamos: "abundam bundas" foi quase um hai-kai. Voltando à vaca fria, não há como comparar os trabalhos desta lista rubro-negra com o que é conversado nesta outra lista, a chamada "NIT".
Antes de mais nada, vale questionar a petulância - típica, aliás, do tricolor médio - destes torcedores em se considerarem "inteligentes". É na verdade uma dupla petulância, já que se auto-intitulam "núcleo", ou seja, consideram que eles são a parte inteligente e em volta há verdadeiros Complexos de Golgis repletos de burrice no DNA. Ora, como considerar "inteligente" o torcedor médio tricolor, tão acostumado a berrar "I-ta-be-rá" naquele misto de estádio com salão de cabeleireiro?
Afora isto, analisemos o que seria o NIT. O que discutem? Em 2008, devem ter gastado horas trocando emails sobre a pirocada imposta pela LDU na final da Libertadores. Curiosamente, um dos integrantes do NIT lançou um livro sobre...a "epopéia" tricolor. Uma espécie, assim, de "300 de Esparta" mas sem o heroísmo. Em 2009, foram milhares de mensagens demonstrando o horror pela ascensão do Flamengo no Brasileirão e o temor de finalmente cumprirem seu destino moral, que é a SEGUNDA DIVISÃO. Não custa lembrar que esta mesma "inteligência" que provavelmente acha que "o certo é o Sport ser campeão de 1987" é a mesma "inteligência" que faz vista grossa para o fato de que o Fluminense não jogou a segunda divisão para chegar à primeira. Veio DIRETO DA TERCEIRA.Sobre o que estarão falando em 2010? Creio que este ano deve estar prevalecendo o Off-Topic, ou seja, estão discorrendo mais sobre assuntos off-Futebol. Que debates devem acontecer na lista de emails do NIT? Sobre os corpos dos rapazes do Big Brother Brasil? O melhor uso para o lubrificante KY? Marcas de ração para gatos? Preços de academias de spinning? As raves mais instigantes do momento?
Considerando o perfil profissional dos integrandes do NIT - pelo que já me informaram as minhas fontes - creio que o índice de pederastia alcance níveis estratosféricos. Talvez alcancem a medição "Village People com Freddie Mercury nos vocais", considerada por especialistas a escala mais alta de todas. Já me informaram que entre os integrantes do NIT há escritores, antropólogos, DJs, cabeleireiros, maquiadores, estilistas, diplomatas, atores de teatro infantil e promoters de festas. Ora, dá para concluir então: o tão propalado NIT deve ser apenas uma fachada. O negócio deles é levar pau.
Considerando o retrospecto recente do Fluminense, nada poderia ser mais tricolor.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bispo Macedo decreta: a bunda é nossa

Um dos maiores lamentos deste que vos escreve é constatar que nossa imprensa escrita, falada e televisada não sabe mais ler nas entrelinhas e se precipita na ironia, no deboche, no escárnio e na crítica negativa antes mesmo de perceber o que realmente acontece. Prova disto é a nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, dando conta de que o bispo Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, comparava a salutar prática do sexo anal a algo impuro e insalubre como "jantar a dois no meio do lixão". Reproduzo abaixo a nota para os amigos, pedindo que se concentrem na última frase do texto do dito clérigo pentecostal:

Edir Macedo e “um belo jantar a dois no lixão”
O bispo Edir Macedo não descansa - opina sobre tudo para o conforto dos seus fiéis. Em seu blog, seu último post versa sobre o sexo anal. O chefe da Igreja Universal o compara a “um belo jantar a dois no meio do lixão”. Fala Macedo:

- No sexo anal, o reto é agredido com uma introdução estranha à sua natureza. Ele não está na função de receber, mas de expelir. Expelir o quê? Fezes, excremento ou cocô. As fezes são o lixo do corpo humano. Usar o ânus como objeto de prazer é o mesmo que degustar um belo jantar a dois no meio do lixão. Não faz sentido. É questão de higiene, de saúde e, sobretudo, de inteligência. Entretanto, cada um é dono de seu próprio corpo e faz dele o que bem entender. Por isso, nos foi dado o livre arbítrio.




Percebem? Os jornalistas não deram valor a algo inovador e espetacular: o bispo Macedo finalmente liberou as crentes safadinhas para cederem os respectivos anéis de couro. No momento em que o genial dublê de capitalista e vendedor de vaga no céu diz que "cada um é dono de seu próprio corpo", ele reafirma que a buceta pode ser de todo mundo, mas o cu é de quem chegar primeiro. Considerando que a sabedoria popular já diz que "cu não se pede, se conquista", podemos acreditar que finalmente, graças às declarações do sagrado ministro, teremos uma onda de pila-bosta capaz de conter o gigantesco crescimento populacional.
Se todos os crentes já estivessem borrifando de porra o intestino grosso de suas amadas, talvez estivéssemos mais perto, em termos populacionais, de uma cidade do interior do Canadá - e não de um feriado religioso às margens do Ganges, como estamos atualmente.
Peço vênia apenas para discordar do Macedão nas críticas que ele faz ao ato do sexo anal. Até porque, como sabemos, nem todo cu expele apenas merda. O dos tricolores costuma expelir camisinhas usadas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Latino-americanos e os embustes da pseudointelectualidade




Conversando com amiga balzaca esta semana, ouvi da mesma que pretendia fazer uma "viagem de férias para espairecer". Quando perguntei qual seria o destino, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que a moça, com idade para ser minha filha, viajaria até "Macchu Picchu", um amontado de pedras imundo localizado nos cafundós do Peru (com trocadilho, por favor).
Desde muito antes de eu chegar à idade provecta recebo fotos de Macchu Picchu, e geralmente todas as fotos são classificadas, independemente do autor, com a mesma expressão: "Tudo a mesma merda".
Não se trata nem mesmo desta imobilidade ser um aspecto positivo do conservadorismo. Não é a mesma coisa que, por exemplo, que o Corcovado ou o Pão de Açúcar, duas atrações turísticas que, malgrado uma mudança ou outra nos serviços oferecidos, continuam encantando os turistas do mundo inteiro da mesma forma - e há décadas. É preciso fazer a distinção entre o conservadorismo saudável destes logradouros cariocas e a total imobilidade daquela cidade para onde se dirigem malucos de várias partes da dita América Latina - um continente fictício inventado pelo anti-americanismo típico da esquerda.
O problema, no entanto, não é Macchu Picchu ou seja lá o que for aquilo. O problema é que existe no brasileiro médio uma tendência a gostar de exaltar o subdesenvolvimento destes países de merda que sequer aparecem sozinhos no War (devemos lembrar que Peru está acavalado com Chile e Bolívia com o nome de Chile e Colômbia e Venezuela estão juntas no mesmo espaço).
A atitude tomada pelo inteligentíssimo jogo da Grow não é adotada pelos brasileiros esquerdistas de classe média: estes formam a estranha trupe de pessoas que dão dinheiro para grupos de música inca de Copacabana. Aqueles músicos de merda, que torram os culhões de quem tenta atividades mais saudáveis, como beber chope e caçar putas.
Vejo nessas manias de usar bolsas escrotas e apreciar lhamas uma certa indolência, uma vocação para gostar de lixo, miséria, de classificar todo pé-inchado como "oprimido" e "excluído". E deve-se entender que países onde Higuita, Morales, Fujimori, Dudamel e Hugo Chávez são ídolos não são exatamente modelos a serem seguidos.
Não podemos nos esquecer exatamente do comportamento da midia e dos nossos amiguinhos sopradores de flauta de Pan brasileiros no episódio da eleição Fujimori x Mario Vargas Llosa. Ali, havia o confronto do “socialista democrata” contra o “liberal de direita”, e a perseguição ao genial escritor Vargas Llosa foi impiedosa. Revistas pseudointelectuais e colunistas nem tanto, sustentados pelo establishment dos sindicatos, demonizaram Vargas Llosa, um pensador real, e exaltaram o bárbaro Fujimori. Deu no que todos já sabem: Fujimori eleito, golpe de estado, suspensão de direitos.
Anos antes, tinha gente pichando “Alan García” (outra mula), “Daniel Ortega” (faliu a Nicarágua), e “Celacanto provoca maremoto” (não sei o que quer dizer, mas é bem mais inteligente que as duas menções anteriores).
Só posso entender o seguinte: grande parte dos brasileiros adora índio, subdesenvolvimento e quebra-mola (as três coisas estão interligadas). Notem que nosso único “inimigo” na dita “América Latina” é justamente a Argentina. Choramos cântaros pelo Chile e Allende e há uns 25 anos que a economia chilena dá banho na nossa. Defendemos, vejam só, até o Paraguai (segundo filósofos renomados que conheço, “o Paraguai é a Bahia do Rio Grande do Sul”). Mas, Argentina? De jeito nenhum.
Não importa que este velho escriba, em idades mais convenientes, tenha passado temporadas magistrais em Buenos Aires, passeando pela Avenida Corrientes, tomando vinhos Malbecs e Shirazes monumentais na Recoleta, fodendo putas nos arredores de Palermo Hollywood. Nada disto importa. Não importam as viagens a Mendoza, os passeios em vinícolas, o ar puro, as árvores, os churrascos intermináveis e maravilhosos.
Na visão desta gente, seria mais interessante que eu comesse alpiste no Trem da Morte, negociasse cocaína e cu com bolivianas bigodudas, vestisse ponchos ridículos enquanto dançasse ritmos estranhos. “Isto é história”, diriam eles.
Falamos aqui da mania de apreciar os povos aborígines da América Latina e olha que nem chegamos a Cuba – um capítulo à parte. Mas, convenhamos: se é certo que “Ritiba” quer dizer “Do mundo”, “Ba” deve ser algo parecido.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O militarismo e a pederastia: uma relação inexistente

Acordei hoje e li notícia sobre declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado a uma cadeira no honrado Superior Tribunal Militar. Ao que parece, a imprensa ficou horrorizada, boquiaberta e de mãozinhas espalmadas no rosto porque o dito oficial superior declarou que os pederastas preferencialmente devem evitar a
opção pelas Forças Armadas, por causa da dificuldade para exercer o comando - prerrogativa básica em qualquer posto de carreira nas Forças Armadas. Diz o general - na minha opinião, com rara propriedade - que a tropa dificilmente aceitaria ordens de um oficial chibungo. O cordato oficial ainda coloca as coisas no campo da suposição: "Talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar".
A meu ver, o general não demonstrou o menor preconceito. Foi realista. Imagine um sujeito pederasta comandando soldados de Forças Especiais, que passam por um curso e um treinamento de horrorizar o mais casca-grossa dos Seals americanos. Imaginem um soldado destes olhando para o seu superior e este se mostrando incomodado por estar com dor no ânus de tanto levar violentas chibatadas de carne na noite anterior. Há possibilidades de um cabra que tenha levado boladas no queixo por dias e dias possa comandar uma tropa?
Dirão os "liberais": "Ah, nada a ver". De fato. Não veem nada porque tomam no cu e deve doer tanto que eles fecham os olhos. Vamos inverter os papéis. Digamos que alguém nomeie um general de cinco estrelas para chefiar uma redação de jornal - local
predominantemente reduto de homossexuais assumidos e enrustidos. Tenho certeza absoluta de que num caso desses logo começariam as reclamações. E não demoraria a primeira voz para se levantar: "Um militar não pode comandar uma redação de jornal civil", berraria a primeira biba ensandecida, girando os olhinhos e procurando pelo tubo(usado) de KY.
Alguém diria que é preconceito? Não. Sequer diriam que é antimilitarismo. Apelariam para frases infanto-juvenis como "Ah, hoje estamos numa democracia" - esquecendo que nas maiores democracias do mundo os militares são respeitados, têm cargos públicos e os desempenham com notável austeridade.
Agora começará o linchamento do general Cerqueira Filho. Grupos "libertários" como o Atobá ou o Arco-Íris estenderão faixas cor-de-rosa defendendo o direito de dar a bunda no quartel. Camisetas escritas "I love a man in a uniform" vão ser vendidas para arrecadar fundos (epa!). O estádio do Fluminense Futebol Clube será palco de um
grande show de protesto contra o general. E por aí vai.
O país está realmente se locupletando. Daqui a pouco vão defender a presença de pederastas até mesmo no time do Flamengo. Aí, quando as coisas chegarem neste ponto, sou a favor do golpe de Estado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dance, trance, tecno, hype: tudo falta de porrada ou vergonha na cara



Em termos musicais, o fim da década de 90 e a década de 00 foram de
uma aridez sem precedentes na humanidade. Salvo uma retomada do modelo
acústico, que privilegia os músicos de verdade, o que se presenciou
foi um movimento de associação do gosto musical à preferência sexual.
No caso, predominou em festas, raves e reuniõezinhas a maldita música
eletrônica, associada por A + B ao hábito de roçar bigodes e receber
sacadas no períneo.
Houve quem dissesse, mesmo tendo conhecimento de gênios da música pop
como Otis Redding, Johnny Cash, Solomon Burke e, diga-se, Elton John,
que "a voz humana já não era mais necessária". Na suposta nova música
do novo milênio, o que importava era o "mood", o "chill out", o
"lounge" e outras palavras que, tal e qual fazem os maçons com o pingo
na assinatura, serviam para pederastas se identificarem na multidão.
Pegava-se um computador, fazia-se uma programação com baterias e sons
escrotos, fundia-se essa mistura asquerosa a um jogo de luzes
estroboscópicas e, pronto, tinha-se uma festa e um "DJ de sucesso".
Diante de protestos destas natureza, era comum este escriba ouvir
comentários como "música eletrônica é coisa muito séria" e "você vive
de passado".

Selecionei estes dois entre os comentários ouvidos por serem os de
conteúdo mais idiota. Considerar uma música que serve tão-somente para
criar um gueto que facilita a prática da sodomia. Do mesmo jeito que
uma ida a um jogo do Flamengo é certamente uma espécie de clube onde
se discute mulher e futebol, o local de festas com música eletrônica é
uma espécie de sauna gay disfarçada.


Note-se que a própria estética da dança tecno (ou trance ou hype ou
seja lá que merda for) é algo que favorece a pederastia. Não é dança
de homem tampouco é de mulher - não tem a firmeza do homem e nem o
rebolado da mulher, e sim uma agitação meio epilética, própria de quem
ingere sêmen em excesso. Veja bem: quando digo "em excesso" não estou
de maneira nenhuma querendo dizer que há uma medida ideal para se
ingerir sêmen. Quem na minha opinião tem de entender destes assuntos é
o público estritamente feminino.

Reparem que, por mais que a mídia e jornalistas de cultura
homossexuais (grave pleonasmo) insistam em querer alçar o gênero tecno
a uma altura onde jamais esteve, são cada vez menos frequentes as
execuções deste tipo de música dos infernos.

Em suma, a suposta aposentadoria da guitarra, da voz, do baixo foda,
da bateria de gente e do rock and roll visceral só pode levar
prosperidade a um setor: o de fabricação de KY.