terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bispo Macedo decreta: a bunda é nossa

Um dos maiores lamentos deste que vos escreve é constatar que nossa imprensa escrita, falada e televisada não sabe mais ler nas entrelinhas e se precipita na ironia, no deboche, no escárnio e na crítica negativa antes mesmo de perceber o que realmente acontece. Prova disto é a nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, dando conta de que o bispo Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, comparava a salutar prática do sexo anal a algo impuro e insalubre como "jantar a dois no meio do lixão". Reproduzo abaixo a nota para os amigos, pedindo que se concentrem na última frase do texto do dito clérigo pentecostal:

Edir Macedo e “um belo jantar a dois no lixão”
O bispo Edir Macedo não descansa - opina sobre tudo para o conforto dos seus fiéis. Em seu blog, seu último post versa sobre o sexo anal. O chefe da Igreja Universal o compara a “um belo jantar a dois no meio do lixão”. Fala Macedo:

- No sexo anal, o reto é agredido com uma introdução estranha à sua natureza. Ele não está na função de receber, mas de expelir. Expelir o quê? Fezes, excremento ou cocô. As fezes são o lixo do corpo humano. Usar o ânus como objeto de prazer é o mesmo que degustar um belo jantar a dois no meio do lixão. Não faz sentido. É questão de higiene, de saúde e, sobretudo, de inteligência. Entretanto, cada um é dono de seu próprio corpo e faz dele o que bem entender. Por isso, nos foi dado o livre arbítrio.




Percebem? Os jornalistas não deram valor a algo inovador e espetacular: o bispo Macedo finalmente liberou as crentes safadinhas para cederem os respectivos anéis de couro. No momento em que o genial dublê de capitalista e vendedor de vaga no céu diz que "cada um é dono de seu próprio corpo", ele reafirma que a buceta pode ser de todo mundo, mas o cu é de quem chegar primeiro. Considerando que a sabedoria popular já diz que "cu não se pede, se conquista", podemos acreditar que finalmente, graças às declarações do sagrado ministro, teremos uma onda de pila-bosta capaz de conter o gigantesco crescimento populacional.
Se todos os crentes já estivessem borrifando de porra o intestino grosso de suas amadas, talvez estivéssemos mais perto, em termos populacionais, de uma cidade do interior do Canadá - e não de um feriado religioso às margens do Ganges, como estamos atualmente.
Peço vênia apenas para discordar do Macedão nas críticas que ele faz ao ato do sexo anal. Até porque, como sabemos, nem todo cu expele apenas merda. O dos tricolores costuma expelir camisinhas usadas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Latino-americanos e os embustes da pseudointelectualidade




Conversando com amiga balzaca esta semana, ouvi da mesma que pretendia fazer uma "viagem de férias para espairecer". Quando perguntei qual seria o destino, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que a moça, com idade para ser minha filha, viajaria até "Macchu Picchu", um amontado de pedras imundo localizado nos cafundós do Peru (com trocadilho, por favor).
Desde muito antes de eu chegar à idade provecta recebo fotos de Macchu Picchu, e geralmente todas as fotos são classificadas, independemente do autor, com a mesma expressão: "Tudo a mesma merda".
Não se trata nem mesmo desta imobilidade ser um aspecto positivo do conservadorismo. Não é a mesma coisa que, por exemplo, que o Corcovado ou o Pão de Açúcar, duas atrações turísticas que, malgrado uma mudança ou outra nos serviços oferecidos, continuam encantando os turistas do mundo inteiro da mesma forma - e há décadas. É preciso fazer a distinção entre o conservadorismo saudável destes logradouros cariocas e a total imobilidade daquela cidade para onde se dirigem malucos de várias partes da dita América Latina - um continente fictício inventado pelo anti-americanismo típico da esquerda.
O problema, no entanto, não é Macchu Picchu ou seja lá o que for aquilo. O problema é que existe no brasileiro médio uma tendência a gostar de exaltar o subdesenvolvimento destes países de merda que sequer aparecem sozinhos no War (devemos lembrar que Peru está acavalado com Chile e Bolívia com o nome de Chile e Colômbia e Venezuela estão juntas no mesmo espaço).
A atitude tomada pelo inteligentíssimo jogo da Grow não é adotada pelos brasileiros esquerdistas de classe média: estes formam a estranha trupe de pessoas que dão dinheiro para grupos de música inca de Copacabana. Aqueles músicos de merda, que torram os culhões de quem tenta atividades mais saudáveis, como beber chope e caçar putas.
Vejo nessas manias de usar bolsas escrotas e apreciar lhamas uma certa indolência, uma vocação para gostar de lixo, miséria, de classificar todo pé-inchado como "oprimido" e "excluído". E deve-se entender que países onde Higuita, Morales, Fujimori, Dudamel e Hugo Chávez são ídolos não são exatamente modelos a serem seguidos.
Não podemos nos esquecer exatamente do comportamento da midia e dos nossos amiguinhos sopradores de flauta de Pan brasileiros no episódio da eleição Fujimori x Mario Vargas Llosa. Ali, havia o confronto do “socialista democrata” contra o “liberal de direita”, e a perseguição ao genial escritor Vargas Llosa foi impiedosa. Revistas pseudointelectuais e colunistas nem tanto, sustentados pelo establishment dos sindicatos, demonizaram Vargas Llosa, um pensador real, e exaltaram o bárbaro Fujimori. Deu no que todos já sabem: Fujimori eleito, golpe de estado, suspensão de direitos.
Anos antes, tinha gente pichando “Alan García” (outra mula), “Daniel Ortega” (faliu a Nicarágua), e “Celacanto provoca maremoto” (não sei o que quer dizer, mas é bem mais inteligente que as duas menções anteriores).
Só posso entender o seguinte: grande parte dos brasileiros adora índio, subdesenvolvimento e quebra-mola (as três coisas estão interligadas). Notem que nosso único “inimigo” na dita “América Latina” é justamente a Argentina. Choramos cântaros pelo Chile e Allende e há uns 25 anos que a economia chilena dá banho na nossa. Defendemos, vejam só, até o Paraguai (segundo filósofos renomados que conheço, “o Paraguai é a Bahia do Rio Grande do Sul”). Mas, Argentina? De jeito nenhum.
Não importa que este velho escriba, em idades mais convenientes, tenha passado temporadas magistrais em Buenos Aires, passeando pela Avenida Corrientes, tomando vinhos Malbecs e Shirazes monumentais na Recoleta, fodendo putas nos arredores de Palermo Hollywood. Nada disto importa. Não importam as viagens a Mendoza, os passeios em vinícolas, o ar puro, as árvores, os churrascos intermináveis e maravilhosos.
Na visão desta gente, seria mais interessante que eu comesse alpiste no Trem da Morte, negociasse cocaína e cu com bolivianas bigodudas, vestisse ponchos ridículos enquanto dançasse ritmos estranhos. “Isto é história”, diriam eles.
Falamos aqui da mania de apreciar os povos aborígines da América Latina e olha que nem chegamos a Cuba – um capítulo à parte. Mas, convenhamos: se é certo que “Ritiba” quer dizer “Do mundo”, “Ba” deve ser algo parecido.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O militarismo e a pederastia: uma relação inexistente

Acordei hoje e li notícia sobre declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado a uma cadeira no honrado Superior Tribunal Militar. Ao que parece, a imprensa ficou horrorizada, boquiaberta e de mãozinhas espalmadas no rosto porque o dito oficial superior declarou que os pederastas preferencialmente devem evitar a
opção pelas Forças Armadas, por causa da dificuldade para exercer o comando - prerrogativa básica em qualquer posto de carreira nas Forças Armadas. Diz o general - na minha opinião, com rara propriedade - que a tropa dificilmente aceitaria ordens de um oficial chibungo. O cordato oficial ainda coloca as coisas no campo da suposição: "Talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar".
A meu ver, o general não demonstrou o menor preconceito. Foi realista. Imagine um sujeito pederasta comandando soldados de Forças Especiais, que passam por um curso e um treinamento de horrorizar o mais casca-grossa dos Seals americanos. Imaginem um soldado destes olhando para o seu superior e este se mostrando incomodado por estar com dor no ânus de tanto levar violentas chibatadas de carne na noite anterior. Há possibilidades de um cabra que tenha levado boladas no queixo por dias e dias possa comandar uma tropa?
Dirão os "liberais": "Ah, nada a ver". De fato. Não veem nada porque tomam no cu e deve doer tanto que eles fecham os olhos. Vamos inverter os papéis. Digamos que alguém nomeie um general de cinco estrelas para chefiar uma redação de jornal - local
predominantemente reduto de homossexuais assumidos e enrustidos. Tenho certeza absoluta de que num caso desses logo começariam as reclamações. E não demoraria a primeira voz para se levantar: "Um militar não pode comandar uma redação de jornal civil", berraria a primeira biba ensandecida, girando os olhinhos e procurando pelo tubo(usado) de KY.
Alguém diria que é preconceito? Não. Sequer diriam que é antimilitarismo. Apelariam para frases infanto-juvenis como "Ah, hoje estamos numa democracia" - esquecendo que nas maiores democracias do mundo os militares são respeitados, têm cargos públicos e os desempenham com notável austeridade.
Agora começará o linchamento do general Cerqueira Filho. Grupos "libertários" como o Atobá ou o Arco-Íris estenderão faixas cor-de-rosa defendendo o direito de dar a bunda no quartel. Camisetas escritas "I love a man in a uniform" vão ser vendidas para arrecadar fundos (epa!). O estádio do Fluminense Futebol Clube será palco de um
grande show de protesto contra o general. E por aí vai.
O país está realmente se locupletando. Daqui a pouco vão defender a presença de pederastas até mesmo no time do Flamengo. Aí, quando as coisas chegarem neste ponto, sou a favor do golpe de Estado.