Comercial proibido da Devassa: como sempre, o problema é com o heterossexualismo
Como vocês já devem ter percebido, há alguns anos que me recuso a ler jornais, optando por algumas publicações on-line e pelo comentário familiar sobre o que mais se destaca. Assim eu me mantenho mais ou menos informado. Por tudo isto, é comum que volta e meia eu manifeste total desconhecimento em relação à existência de algumas colunas e colunistas. E muitas vezes tomo este conhecimento de formas bem desagradáveis. Aconteceu esta semana com uma famigerada coluna chamada "Gente boa", do prestigiado diário carioca O GLOBO. Meu netinho de 11 anos veio correndo com a dita coluna nas mãos a perguntar: "Vovô, vovô, o que são drag-queens?".
Peguei a folha antes de responder e dei de cara com uma foto que mostrava uns sete travestis (nome previsto pelo Aurélio para o que tem sido chamado de drag-queen) em volta de um pederasta não menos travestido, ainda que não usasse especificamente roupas femininas. Vamos dizer que camisas muito largas estilo bata e muito apertadas mostrando músculos (isso depois dos 30 anos) não são exatamente o modelo de vestuário do heterossexual convicto - e sim de sujeitos que frequentam lojas de design.
Antes de responder ao meu netinho, ainda procurei passar os olhos por toda a coluna. E vi uma nota - à parte da foto com os travestis - em que o dito colunista dizia que "agora a gíria gay não é só dizer 'Estou bege' quando fica surpreso, dizem também 'estou azul-avatar'". O colunista parece ter escrito isso com um sorrisinho no canto da boca como se estivesse no auge da felicidade por ajudar a espalhar gírias próprias de quem acorda ansioso por ser severamente violentado por rapazes imberbes de torso nu ou negros com jebas calcificadas de 29 centímetros.
Toda esta reflexão causada pelo meu netinho me fez comparar tal episódio com outra história que mostra estar nossa sociedade caminhando a passos largos para o controle da natalidade via pederastia: a proibição ridícula do comercial mostrando a srta Paris Hilton divulgando a cerveja Devassa.
Vejam bem: não me interessa ou não é da minha conta que o colunista da coluna Gente Boa ande com "sobrinhos" por aí ou seja frequentador de vernissages de artes plásticas. Sou amplamente a favor da liberdade sexual, desde que sem viadagens para o meu lado. Mas vejam bem: quando uma sociedade tece loas a drag-queens (perdão, travestis) e gírias de pederastas e ao mesmo tempo proíbe que uma saudável prostituta como Paris Hilton divulgue uma cerveja, acho que estamos diante de uma caça às bruxas. Neste caso, para ser mais adequado, às bruxas e aos bruxos, já que estamos falando de repressão ao heterossexualismo.
Divulgo acima o dito comercial. Reparem no quanto Paris Hilton está extremamente recatada, como se repentinamente estivesse se preparando para um convento. Se a verdadeira Paris Hilton fizesse o comercial com total liberdade, não tenham dúvidas de que a cervejaria seria obrigada a lançar garrafas de 35 centímetros de altura com bitola de 20 centímetros, a fim de preencher toda a vulva da citada modelo-e-atriz (esgarçando assim seus grandes e pequenos lábios). Não tenham dúvidas os senhores de que haveria garrafas de Devassa sendo usadas no botão de Paris (botão=cu) e algumas delas penduradas por clipes no bico dos seios. Esta seria a essência de um verdadeiro comercial protagonizado por Paris Hilton.
Mas não: o que aparece é apenas uma vagabunda de vestido preto rebolando enquanto pega uma merda de garrafa na geladeira e, ridículo dos ridículos, apenas abre com um abridor normal - a verdadeira Paris talvez abrisse a garrafa com um felatio ensandecido.
A proibição do comercial foi estabelecida pelo CONAR, o conselho de auto-regulamentação publicitário, hoje certamente dominado por chibungos, pederastas e agasalhadores de objetos cilíndricos (já velhos conhecidos das emergências dos hospitais por sempre se "acidentarem" com a bunda). Os ditos pederastas viram no comercial de Paris uma certa propagação do heterossexualismo: homens achando uma mulher gostosa pra caralho é um absurdo. É a "desvalorização" do corpo da mulher, dizem eles.
São os mesmos chibungos que, em desfiles de moda, procuram dar ao corpo das mulheres o padrão masculino: sem peitos e sem bunda (falo por mim, já que em nenhum momento da minha vida fiquei analisando bunda de macho).
Tive que explicar para meu netinho que aquela foto se referia a "homens que resolveram se vestir de mulher para brincar". Ele perguntou se eu já havia "brincado disso também". Respondi que "Não, vovô tem todas as pregas". Meu netinho, graças a Deus, não sabia o que eram pregas e procurei mantê-lo na ignorância.
Espero que o colunista da Gente Boa não me obrigue a dar tal explicação a meu netinho, com alguma nota revelando o resultado (positivo para arrombamento) de seu teste da farinha.
Peguei a folha antes de responder e dei de cara com uma foto que mostrava uns sete travestis (nome previsto pelo Aurélio para o que tem sido chamado de drag-queen) em volta de um pederasta não menos travestido, ainda que não usasse especificamente roupas femininas. Vamos dizer que camisas muito largas estilo bata e muito apertadas mostrando músculos (isso depois dos 30 anos) não são exatamente o modelo de vestuário do heterossexual convicto - e sim de sujeitos que frequentam lojas de design.
Antes de responder ao meu netinho, ainda procurei passar os olhos por toda a coluna. E vi uma nota - à parte da foto com os travestis - em que o dito colunista dizia que "agora a gíria gay não é só dizer 'Estou bege' quando fica surpreso, dizem também 'estou azul-avatar'". O colunista parece ter escrito isso com um sorrisinho no canto da boca como se estivesse no auge da felicidade por ajudar a espalhar gírias próprias de quem acorda ansioso por ser severamente violentado por rapazes imberbes de torso nu ou negros com jebas calcificadas de 29 centímetros.
Toda esta reflexão causada pelo meu netinho me fez comparar tal episódio com outra história que mostra estar nossa sociedade caminhando a passos largos para o controle da natalidade via pederastia: a proibição ridícula do comercial mostrando a srta Paris Hilton divulgando a cerveja Devassa.
Vejam bem: não me interessa ou não é da minha conta que o colunista da coluna Gente Boa ande com "sobrinhos" por aí ou seja frequentador de vernissages de artes plásticas. Sou amplamente a favor da liberdade sexual, desde que sem viadagens para o meu lado. Mas vejam bem: quando uma sociedade tece loas a drag-queens (perdão, travestis) e gírias de pederastas e ao mesmo tempo proíbe que uma saudável prostituta como Paris Hilton divulgue uma cerveja, acho que estamos diante de uma caça às bruxas. Neste caso, para ser mais adequado, às bruxas e aos bruxos, já que estamos falando de repressão ao heterossexualismo.
Divulgo acima o dito comercial. Reparem no quanto Paris Hilton está extremamente recatada, como se repentinamente estivesse se preparando para um convento. Se a verdadeira Paris Hilton fizesse o comercial com total liberdade, não tenham dúvidas de que a cervejaria seria obrigada a lançar garrafas de 35 centímetros de altura com bitola de 20 centímetros, a fim de preencher toda a vulva da citada modelo-e-atriz (esgarçando assim seus grandes e pequenos lábios). Não tenham dúvidas os senhores de que haveria garrafas de Devassa sendo usadas no botão de Paris (botão=cu) e algumas delas penduradas por clipes no bico dos seios. Esta seria a essência de um verdadeiro comercial protagonizado por Paris Hilton.
Mas não: o que aparece é apenas uma vagabunda de vestido preto rebolando enquanto pega uma merda de garrafa na geladeira e, ridículo dos ridículos, apenas abre com um abridor normal - a verdadeira Paris talvez abrisse a garrafa com um felatio ensandecido.
A proibição do comercial foi estabelecida pelo CONAR, o conselho de auto-regulamentação publicitário, hoje certamente dominado por chibungos, pederastas e agasalhadores de objetos cilíndricos (já velhos conhecidos das emergências dos hospitais por sempre se "acidentarem" com a bunda). Os ditos pederastas viram no comercial de Paris uma certa propagação do heterossexualismo: homens achando uma mulher gostosa pra caralho é um absurdo. É a "desvalorização" do corpo da mulher, dizem eles.
São os mesmos chibungos que, em desfiles de moda, procuram dar ao corpo das mulheres o padrão masculino: sem peitos e sem bunda (falo por mim, já que em nenhum momento da minha vida fiquei analisando bunda de macho).
Tive que explicar para meu netinho que aquela foto se referia a "homens que resolveram se vestir de mulher para brincar". Ele perguntou se eu já havia "brincado disso também". Respondi que "Não, vovô tem todas as pregas". Meu netinho, graças a Deus, não sabia o que eram pregas e procurei mantê-lo na ignorância.
Espero que o colunista da Gente Boa não me obrigue a dar tal explicação a meu netinho, com alguma nota revelando o resultado (positivo para arrombamento) de seu teste da farinha.