quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dance, trance, tecno, hype: tudo falta de porrada ou vergonha na cara



Em termos musicais, o fim da década de 90 e a década de 00 foram de
uma aridez sem precedentes na humanidade. Salvo uma retomada do modelo
acústico, que privilegia os músicos de verdade, o que se presenciou
foi um movimento de associação do gosto musical à preferência sexual.
No caso, predominou em festas, raves e reuniõezinhas a maldita música
eletrônica, associada por A + B ao hábito de roçar bigodes e receber
sacadas no períneo.
Houve quem dissesse, mesmo tendo conhecimento de gênios da música pop
como Otis Redding, Johnny Cash, Solomon Burke e, diga-se, Elton John,
que "a voz humana já não era mais necessária". Na suposta nova música
do novo milênio, o que importava era o "mood", o "chill out", o
"lounge" e outras palavras que, tal e qual fazem os maçons com o pingo
na assinatura, serviam para pederastas se identificarem na multidão.
Pegava-se um computador, fazia-se uma programação com baterias e sons
escrotos, fundia-se essa mistura asquerosa a um jogo de luzes
estroboscópicas e, pronto, tinha-se uma festa e um "DJ de sucesso".
Diante de protestos destas natureza, era comum este escriba ouvir
comentários como "música eletrônica é coisa muito séria" e "você vive
de passado".

Selecionei estes dois entre os comentários ouvidos por serem os de
conteúdo mais idiota. Considerar uma música que serve tão-somente para
criar um gueto que facilita a prática da sodomia. Do mesmo jeito que
uma ida a um jogo do Flamengo é certamente uma espécie de clube onde
se discute mulher e futebol, o local de festas com música eletrônica é
uma espécie de sauna gay disfarçada.


Note-se que a própria estética da dança tecno (ou trance ou hype ou
seja lá que merda for) é algo que favorece a pederastia. Não é dança
de homem tampouco é de mulher - não tem a firmeza do homem e nem o
rebolado da mulher, e sim uma agitação meio epilética, própria de quem
ingere sêmen em excesso. Veja bem: quando digo "em excesso" não estou
de maneira nenhuma querendo dizer que há uma medida ideal para se
ingerir sêmen. Quem na minha opinião tem de entender destes assuntos é
o público estritamente feminino.

Reparem que, por mais que a mídia e jornalistas de cultura
homossexuais (grave pleonasmo) insistam em querer alçar o gênero tecno
a uma altura onde jamais esteve, são cada vez menos frequentes as
execuções deste tipo de música dos infernos.

Em suma, a suposta aposentadoria da guitarra, da voz, do baixo foda,
da bateria de gente e do rock and roll visceral só pode levar
prosperidade a um setor: o de fabricação de KY.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Samba de Raiz da Zona Sul




Por inúmeras vezes este que vos escreve foi assaltado com a expressão
"samba de raiz", geralmente dita por algum intelectual barbudinho e preocupado em esconder sua ânsia por parecer "do povo". Ponderam estes baluartes do bom samba que existe um subgênero - na opinião deles, mais importante que o próprio gênero - no qual eles transitam com
desenvoltura, citando trechos de samba de gente que morreu há séculos (quase sempre na miséria). No momento em que fazem esta citação, chegam a ter palpitações no esfíncter. Sorriem um pro outro com cumplicidade, quase chegando à troca de bolinações enquanto se
confidenciam mutuamente, com olhares de espertinhos: "Ah, isso é Geraldo Pereira...." ou "Ismael Silva, porra!".
Exemplo clássico de como esse mainstream cubano oscila em suas preferências acontece com o artista Zeca Pagodinho, que eu, Valido Platero, não escuto muito e tampouco prezo - devido a suas raízes botafoguenses. O dito Zeca já foi considerado pela "intelligentzia" como alguém a ser ouvido. Mas basta ele fazer um pouco de sucesso, tocar em rádios populares e bailes de zona Norte, que é logo empurrado para a marginalidade.
Com outros grupos e bandas, não acontece o mesmo: já de cara os intelectuais das noites da Lapa torcem o nariz para Raça Negra, Pirraça ou Grupo Raça, meio que variantes sobre o mesmo tema. Em suma, sujeitos que cresceram com babás, tentaram - sem sucesso - traçar as empregadas quando adolescentes e quando adultos maltratam as cozinheiras, chegam a ajoelhar (às vezes metaforicamente sexual) diante de negões velhos experientes e surubas só porque eles fazem versos de amor.
Diga-se: versos de amor realmente sinceros, já que são feitos para monstrengos com dentes amarelos de cigarro e copinhos de cerveja quente na mão. Não acreditem que seu Mano Paulão da Abolição ou João Sem Perna façam versos lindos para corpos como o da Liv Tyler ou da
Viviane Araujo. No ambiente fétido dos antiquários da Lapa, se forja esta estranha aliança entre os dois extremos do IPTU: o burguês que mora na Zona Sul e o niquimba fudido que vive com cirrose e mora em Pilares. É "charmosinho" para o intelectual da Zona Sul chamar esses pobres
diabos de "minha tia", ter intimidade com o morro, a favela (apesar de jamais pensarem em cogitar a possibilidade de dormir uma noite por lá), demonstrarem esse 'falso libertarismo' de araque.
Só ao mencionarem a expressão "VELHA GUARDA" os intelectuais do "samba de
raiz" ficam com os pêlos do períneo arrepiados. Agora, se esses espertíssimos "intelectuais do povo" atravessassem o Rebouças para outro motivo que não fosse tirar onda de já terem ido em
Madureira, descobririam que o povo da Zona Norte adora o Raça Negra, o Pirraça, o Raça Pura ou que quer que seja - e gostam do Zeca Pagodinho os 365 dias do ano, não apenas quando ele é "alternativo".
Os intelectuais descobririam que o subúrbio gosta desse pagode que eles
chamam de "samba de paulista".


Descobririam, irritados, que "samba de raiz" é a designação que eles
inventaram para um samba que, apesar de tradicional e de alta qualidade, hoje padece sem povo, sem budum e sem chulé.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PARIS E O CARNAVAL BRASILEIRO

'paris-hilton-digging.jpg'


Me surpreendi esta semana com a notícia de que a top-puta Paris Hilton,
aquela que nos deu 43 minutos de sacanagem em vídeo na internet, está
"excitada" (sic) com a possibilidade de passar o Carnaval no Rio de
Janeiro. Digo "surpreendi" apenas por que não esperava tal iniciativa,
evidentemente porque tampouco me interessa o que faz da vida a sra.
Hilton (me interessa apenas a parte em que ela toma um caralho grosso
entre as pernas e recebe um jorro de porra densa e gosmenta na cara
depois de um boquete).
Na verdade, não há muita surpresa na declaração de Paris. É sabido no
mundo todo que no Brasil o Carnaval é a festa da Carne Mijada. E é
mais claro ainda que quem vem aqui no Rio tendo buceta, vê logo o que
Luzia perdeu na horta.
Quando a sra. Hilton se diz "excitada", provavelmente é porque já prevê a possibilidade de praticar novas modalidades de sexo, como a dupla, tripla ou quádrupla penetração, o gang-bang interracial e o bondage com farpas. Tenho certeza absoluta de que o conceito de "Carnaval" da sra Paris Hilton é muito parecido com o nosso: foder, fornicar e trepar são as três atividades principais.

Em suma, para a sra. Hilton, "Samba é o caralho".