quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O militarismo e a pederastia: uma relação inexistente

Acordei hoje e li notícia sobre declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado a uma cadeira no honrado Superior Tribunal Militar. Ao que parece, a imprensa ficou horrorizada, boquiaberta e de mãozinhas espalmadas no rosto porque o dito oficial superior declarou que os pederastas preferencialmente devem evitar a
opção pelas Forças Armadas, por causa da dificuldade para exercer o comando - prerrogativa básica em qualquer posto de carreira nas Forças Armadas. Diz o general - na minha opinião, com rara propriedade - que a tropa dificilmente aceitaria ordens de um oficial chibungo. O cordato oficial ainda coloca as coisas no campo da suposição: "Talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar".
A meu ver, o general não demonstrou o menor preconceito. Foi realista. Imagine um sujeito pederasta comandando soldados de Forças Especiais, que passam por um curso e um treinamento de horrorizar o mais casca-grossa dos Seals americanos. Imaginem um soldado destes olhando para o seu superior e este se mostrando incomodado por estar com dor no ânus de tanto levar violentas chibatadas de carne na noite anterior. Há possibilidades de um cabra que tenha levado boladas no queixo por dias e dias possa comandar uma tropa?
Dirão os "liberais": "Ah, nada a ver". De fato. Não veem nada porque tomam no cu e deve doer tanto que eles fecham os olhos. Vamos inverter os papéis. Digamos que alguém nomeie um general de cinco estrelas para chefiar uma redação de jornal - local
predominantemente reduto de homossexuais assumidos e enrustidos. Tenho certeza absoluta de que num caso desses logo começariam as reclamações. E não demoraria a primeira voz para se levantar: "Um militar não pode comandar uma redação de jornal civil", berraria a primeira biba ensandecida, girando os olhinhos e procurando pelo tubo(usado) de KY.
Alguém diria que é preconceito? Não. Sequer diriam que é antimilitarismo. Apelariam para frases infanto-juvenis como "Ah, hoje estamos numa democracia" - esquecendo que nas maiores democracias do mundo os militares são respeitados, têm cargos públicos e os desempenham com notável austeridade.
Agora começará o linchamento do general Cerqueira Filho. Grupos "libertários" como o Atobá ou o Arco-Íris estenderão faixas cor-de-rosa defendendo o direito de dar a bunda no quartel. Camisetas escritas "I love a man in a uniform" vão ser vendidas para arrecadar fundos (epa!). O estádio do Fluminense Futebol Clube será palco de um
grande show de protesto contra o general. E por aí vai.
O país está realmente se locupletando. Daqui a pouco vão defender a presença de pederastas até mesmo no time do Flamengo. Aí, quando as coisas chegarem neste ponto, sou a favor do golpe de Estado.

2 comentários:

  1. pelo amor de deus vc que me matar de rir
    sensacional!!!

    ResponderExcluir
  2. REALMENTE SENSACIONAL!
    Agradeço por finalmente ouvir uma voz sensata na rede, além da do nosso Exmo. Sr General-de Exército Cerqueira Filho. Sou 1º TEN da Polícia Militar do Estado do Rio de janeiro e compartilho da mesma idéia e posicionamento, independente dos meus parcos 27 anos. Que tenham respeito à nossa vida militar! Abaixo deixo meu texto que mandei para o serviço de Relações Públicas do EB e estou tentando fazer chegar às mão do Sr. General:

    Gostaria, através deste, de remeter os meus votos de apoio ao Exmo. Sr. Gen Cerqueira Filho pela coragem e postura ao defender que o ambiente militar não é compatível com a homossexualidade. Venho aqui me expressar pois não consegui endereço de e-mail do Sr General, mas certo que as minhas palavras chegarão ao conhecimento dele aqui invisto meu tempo em escrever palavras de apoio. Seria realmente difícil encarar conceber o homossexualismo na vida militar. Como Oficial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro posso falar disso por casos vistos, presenciados.
    Como militar me preocupo muito com o rumo que nossas tradições estão sendo forçadas a levar. Pessoas que nunca viveram a vida da Caserna, que nada sabem a respeito do que é ser militar, se aproveitam por estarem no poder, e não sei se por um sentimento de revanchismo, acabam por atacar algo que para nós é mais do que Códigos e Regulamentos, é uma razão de ser, uma decisão, uma escolha de modo de vida.
    Se assim for vamos então, como vi em um e-mail que recebi, colocar homens e mulheres no mesmo alojamento, forçá-los a tomarem banho juntos, pois não pode haver discriminação por opção sexual. Isso não seria um absurdo? Da mesma forma que seria ter que forçar heterossexuais a conviverem com homossexuais assumidos. Como imaginar uma situação de confinamento, seja de exercício, seja de guerra real, em que pessoas de opções sexuais opostas teriam que ser submetidas a circunstâncias de intimidade, dormir em camas próximas, trocar de roupa um na frente do outro, tomarem banho no mesmo espaço, tudo isso sem que haja constrangimento? Impossível.
    Sabemos que existem muitos homossexuais no meio militar, mas o fato de manterem essa opção em segredo é essencial para o bom convívio nos quartéis. A partir do momento em que se passa a ter, ao menos, desconfiança acerca da opção sexual do militar já se instalam as circunstâncias para que tenhamos um clima de instabilidade. Não tem como mudar esse posicionamento cultural(que é da maioria esmagadora, com certeza) dentro das Organizações Militares, de uma hora para outra. E tenho minhas dúvidas sobre quando isso poderá acontecer, e se poderá.
    Como militar temo pelo futuro de nossas tradições. No seio de nossas Corporações Policiais Militares vejo forte movimento para acabar com o militarismo nessas entidades e esse é mais um. Sinto-me enojado por isso. É uma afronta ao nosso passado, à nossa história de glórias. Que peçam baixa e vão ser civis longe da minha amada "vida de millico". Não sei se conseguiria continuar nessa Corporação se a cada dia tivesse que ver tudo aquilo que sempre amei subjugado pela escória revanchista-terrorista e por aqueles que nunca provaram e nem saberão o orgulho de vestir uma farda bem alinhada e refletir todo o peso e orgulho em representar uma ideologia de inúmeros grandes heróis da história nacional e mundial.
    Bem, agradeço por me ouvirem e, certo que minhas palavras ecoarão, alcançando os ouvidos do nosso grande Exmo. Sr. Gen de Exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, aqui me despeço dos nobres companheiros de orgulho, de honra, e de fé na vida militar.

    Thiago L. Souza Araújo - 1º TEN da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

    ResponderExcluir